
Nem tudo começa aqui e nem tudo acaba aqui
Uma viagem conduzida por:
segunda-feira, julho 21, 2008
sexta-feira, julho 18, 2008
Recordações da cidade branca

" Não sei porque hoje me lembro de ti, o teu poema da cidade branca confunde-se com as minhas recordações da cidade azul...
Naquelas tardes mágicas de verão, ainda crianças, um dia o Cosmos decidiu juntar-nos... nem o Tempo, nem a distância que nos separava foram mais fortes que os desígnios escritos nas estrelas...
Agora recordo, ao longe, o teu poema da cidade branca e fria.
Talvez sejas tu quem atravessava aquela rua... enquanto... apressadas... as pessoas se escondiam tentando esquecer a tua cidade fria.
Eu também recordo a cidade azul... e eu também recordo a cidade branca... "
Naquelas tardes mágicas de verão, ainda crianças, um dia o Cosmos decidiu juntar-nos... nem o Tempo, nem a distância que nos separava foram mais fortes que os desígnios escritos nas estrelas...
Agora recordo, ao longe, o teu poema da cidade branca e fria.
Talvez sejas tu quem atravessava aquela rua... enquanto... apressadas... as pessoas se escondiam tentando esquecer a tua cidade fria.
Eu também recordo a cidade azul... e eu também recordo a cidade branca... "
terça-feira, julho 15, 2008
A Temperança
segunda-feira, julho 14, 2008
O Paradoxo dos Tempos
sexta-feira, julho 11, 2008
Enfim sós

Há caminhos que só conhecemos muito tempo depois de os termos atravessado,há jornadas que só compreendemos muitos passos depois de as termos terminado,há preces que só somos capazes de entoar quando a nossa voz há muito se calou, há companhias que só nos dão a mão quando todos partiram já e ficámos a sós com o silêncio
...e há momentos que ainda antes de ocorrerem já parecem ter acontecido na nossa memória.
quinta-feira, julho 10, 2008
Imagens Voláteis

Qual a duração de uma vida?
O Tempo de atravessar uma qualquer rua, num qualquer dia?
Revejo no cimo da montanha feita de sonhos, o caminho onde caminho... dentro e fora de mim...
As nuvens rodeiam-me resgatando-me da Terra que me fez existir...
Talvez o Tempo de uma vida seja isso mesmo...
O Tempo de atravessar uma rua, onde, do lado de lá...
Te aguarda aquela imagem volátil da montanha que um dia te fez sonhar...
O Tempo de atravessar uma qualquer rua, num qualquer dia?
Revejo no cimo da montanha feita de sonhos, o caminho onde caminho... dentro e fora de mim...
As nuvens rodeiam-me resgatando-me da Terra que me fez existir...
Talvez o Tempo de uma vida seja isso mesmo...
O Tempo de atravessar uma rua, onde, do lado de lá...
Te aguarda aquela imagem volátil da montanha que um dia te fez sonhar...
domingo, julho 06, 2008
Sabes Onde Me Encontrar

" Escuto as tuas palavras,
tal como naquele dia,
o hoje parece-me o amanhã,
a tua despedida parece-me o teu regresso...
Olho-te e não sei... se és tu que voltas,
Se és tu... que vais...
Os meus sentidos vagueiam...
num limbo desconhecido,
onde os sentidos falham... e eu não sei se te acompanho... se espero por ti...
quinta-feira, julho 03, 2008
Orbituário
terça-feira, julho 01, 2008
O Paradoxo do Tempo
segunda-feira, junho 30, 2008
A braços com o Tempo

"Os braços do tempo são as asas com as quais voa a Imaginação." Segredara-lhe o vento.
Nenhum dos seus Mestres tinha uma voz, e, todavia, todos lhe transmitiam preciosos ensinamentos.
Tanto aprendera com as árvores, com os rios, com os rochedos, com as próprias cidades... tudo existia à semelhança do homem: nascia, crescia e, inevitavelmente declinava.
Esta era afinal a história das Coisas, dos Homens e dos Impérios.
E que melhor ensinamento do que este?
Nenhum dos seus Mestres tinha uma voz, e, todavia, todos lhe transmitiam preciosos ensinamentos.
Tanto aprendera com as árvores, com os rios, com os rochedos, com as próprias cidades... tudo existia à semelhança do homem: nascia, crescia e, inevitavelmente declinava.
Esta era afinal a história das Coisas, dos Homens e dos Impérios.
E que melhor ensinamento do que este?
quinta-feira, junho 26, 2008
Salto Alto

De pulinho em pulinho se rasgam as distâncias, ouvira dizer em criança. E ela era fatalmente uma mulher de distâncias... a sua vida era feita de curtas, médias e longas distâncias. Mas no dia seguinte os mapas perdiam as anotações das coordenadas da jornada anterior. A página de ontem do diário de bordo revelava-se constrangedoramente em branco. Magia? Mistério? Ou esquecera-se simplesmente da caneta em casa? "A tinta permanente pode ser a mais terrível das armas de sedução." Lamentou. "Quem diabo é que disse que todas as mulheres fatais gostam de saltos altos?"
segunda-feira, junho 16, 2008
sábado, junho 14, 2008
"Imponderabilidade"
segunda-feira, maio 26, 2008
Um lugar no Tempo

E se não fosse a primeira vez que viajas por entre estas montanhas? O sentir que, de algum modo, pertences a este lugar, a este espaço de onde um dia partiste de asas ao vento...
No silêncio da madrugada tens a certeza de que parte dos sonhos o Tempo os guardou, nalgum recanto da imagem que guardas na tua memória...
E perguntas ao Tempo qual o teu lugar na imensidão...
Um dia... tu sabes... o Tempo te responderá...
quinta-feira, maio 22, 2008
A Voz dos Deuses
segunda-feira, maio 12, 2008
Nunca jogues às escondidas com o Tempo

- Nunca jogues às escondidas com o Tempo. - Advertira-o o seu mestre. - Não há como o ludibriar, nem forma de cantar vitória.
Fora ele que plantara aquele pinheiro. Se tivesse sido mais cuidadoso com certeza não teria crescido tão inclinado. Mas este era um argumento falacioso... Seria justo dizer que se o seu mestre tivesse sido mais cuidadoso ele não atravessaria momentos de tão indolente descrença e dúvida, tentando ocultar-se das garras do tempo? E para quê? Sabia que no fundo as mãos do Tempo eram suaves e macias como as duma mulher cega que tentava ler o seu rosto. Sim, porque não acreditar que o Tempo era uma mulher cega muito bela. Vistas bem as coisas o Tempo só seria masculino na palavra... palavra... palavra ela própria feminina. Era com a sua vida que ele fecundava o tempo, dando vida ao momento. Na realidade, não importava saber se o Tempo o podia ver ou não... Cego era ele para ver o tempo.
Aparte de todas as considerações sobre o estado oftalmológico do tempo, como se poderia ele esconder de algo que não vê?
Fora ele que plantara aquele pinheiro. Se tivesse sido mais cuidadoso com certeza não teria crescido tão inclinado. Mas este era um argumento falacioso... Seria justo dizer que se o seu mestre tivesse sido mais cuidadoso ele não atravessaria momentos de tão indolente descrença e dúvida, tentando ocultar-se das garras do tempo? E para quê? Sabia que no fundo as mãos do Tempo eram suaves e macias como as duma mulher cega que tentava ler o seu rosto. Sim, porque não acreditar que o Tempo era uma mulher cega muito bela. Vistas bem as coisas o Tempo só seria masculino na palavra... palavra... palavra ela própria feminina. Era com a sua vida que ele fecundava o tempo, dando vida ao momento. Na realidade, não importava saber se o Tempo o podia ver ou não... Cego era ele para ver o tempo.
Aparte de todas as considerações sobre o estado oftalmológico do tempo, como se poderia ele esconder de algo que não vê?
domingo, maio 11, 2008
Operação Espírito
O Alquimista

" Não conseguia deixar de pensar naquela noite em que o seu avô lhe contara a história do Alquimista, o senhor de barbas brancas que poderia transformar os sonhos em realidade e, também, qualquer realidade em sonho.
Só agora a uma distância tão longa no Tempo entendeu as palavras que o seu avô lhe tentara dizer... se ele fechasse os olhos poderia sentir de novo aquele olhar tão meigo que só os avós possuem e ouvir de novo a sua voz a contar-lhe a sua própria história... a história do Alquimista..."
sábado, maio 10, 2008
Amigos para sempre

Deixara escrito na parede da sala de estar da casa de um dos seus companheiros de caminho:
"Sê bem vindo à corrente
meu caro amigo Marcelo,
que nunca rebente à amizade
um único elo."
Imortalizando pelos tempos vindouros não só a celebração de mais um aniversário, mas acima de tudo a celebração daquilo que os juntara em redor duma mesa bem recheada de comida e de bebida: uma amizade à qual os anos de separação não beliscariam minimamente, uma camaradagem que funcionava por inércia e um companheirismo que nunca necessitaria do combustível das palavras para funcionar.
quinta-feira, maio 08, 2008
Recortes do Tempo
" Ao longe ele sabia o que as nuvens lhe desvendavam um segredo, mas também sabia que não era ao pé dos seus amigos que alguma vez diria algo sobre a imagem que lhe lembrava aquela manhã em que percebeu que estava sózinho no maior Caminho que o Universo poderia entregar a alguém, e que o peso de tamanha solidão só era aliviado lá bem no alto, onde as nuvens escrevem o destino de quem as sabe ler... a Luz daquela manhã pertencia-lhe e disso ele tinha a certeza... "
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