Nem tudo começa aqui e nem tudo acaba aqui

Uma viagem conduzida por:

quarta-feira, agosto 20, 2008


" Alguma voz lhe dizia que não estava só, naquele dia em que não falara com ninguém, quem poderia ser, senão a sua mente, a pregar-lhe aquela partida? Olhou para o banco ao seu lado... pessentiu que algo o olhava demoradamente... estaria louco? Os bancos estavam vazios de olhares, de gente e até de pássaros... só ele estava ali... ele e aqueles bancos... mas claro também aquele Tempo e espaço que ocupava... e... claro que sim... aquela folha...
De repente aquele espaço encheu-se para o espectáculo para o qual entrou a meio... aquele lugar era tudo menos vazio... por cima as árvores cantavam ao vento, o Cosmos cintilava para lá do azul onde nascem as estrelas e onde as folhas são desenhadas, por alguém, sentado num banco igual ao seu... de Pedra onde dormem as folhas..."

1 comentário:

Caçador de Palavras disse...

também eu, há muitos anos, já experimentei a serena inquietação destes bancos...

quem disse que não se pode viajar no tempo?

aquele abraço

Arquivo do blogue