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segunda-feira, dezembro 15, 2008

O Lado errado do Tempo


A noite era de lua cheia. Uma subtil luz azul poisara sobre a velha fortaleza e a cidade a seus pés, como uma espécie de pó fosforescente acumulado pelos séculos. As nuvens dançavam diafanamente diante da lua como se de véus se tratassem. Apesar da infinita beleza da noite, voltei a cabeça para dentro da idosa muralha. Sentia uma espécie de chamamento... algo me atraía para dentro do velho túnel... O silêncio das vozes dos milhares de pessoas que um dia tinham atravessado aquela passagem parecia ressoar ainda nas paredes e no chão gasto por incontáveis passos. Aspirei profundamente o ar da noite. Por um momento, acreditei estar no lado errado do Tempo.

2 comentários:

Passageiro do Tempo disse...

Este deu para arrepiar.... FABULOSO TEXTO!

Um agrande abraço!!!!!!

Joana disse...

Engraçado, mas eu quando visito sítios antigos também consigo escutar as vozes e os barulhos das pessoas que por lá passaram. É como se as paredes falassem...

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