Nem tudo começa aqui e nem tudo acaba aqui

Uma viagem conduzida por:

terça-feira, janeiro 08, 2013

Touch My Soul



" Só sente quem um dia sentiu...
A chuva na face...
O nascer do dia abraçado à Terra e a ti...
Só sente quem um dia te escutou...
a palavra Amor... "




sexta-feira, janeiro 04, 2013

Pedaços de Eternidade



" E se a Eternidade não fosse mais que pedaços de Tempo onde, a cada instante, a cada momento, eu e tu nos olhássemos?
Habitarias comigo o Tempo? O Nosso Tempo de Eternidade?
Olhas as águas de Inverno...
Nada é impossível... lá longe imaginas-te noutro lugar onde não estás sózinho...
Da janela da Alma busco o teu olhar...
Ficas comigo na minha história?
Reescreves aquele poema comigo?
Olho de novo as águas... são elas que aguardam uma resposta, a minha resposta às tuas preces...
E eu só quero ser amado... tão simples... "


quinta-feira, janeiro 03, 2013

Nas Asas do Teu Tempo


" Caminhando lado a lado... buscando aquela imagem de outrora...
Deixas-me ir ao local secreto onde um dia te sentaste na rocha e escreveste...?
Sim, sou eu... serei sempre aquele que um dia esperou por ti... pelo teu voo... para juntos viajarmos nas asas secretas do Tempo...
Toma o meu abraço...
Olha-me num Mundo que não tem Tempo... mas que é nosso...
Dá-me a tua mão... e não, não é necessário falares nada...
Voa comigo...
Toca a minha Alma...
Sente o bater de um só coração... que é meu e teu... "


quinta-feira, setembro 13, 2012

[ O Dia E A Noite ]



" Imagina se... eu te amasse...
Imagina se... de dia e de noite... te encontrasse...
Imagina se... o nosso olhar se abraçasse...
Se... eu te pudesse imaginar comigo... aqui e agora...
Se o Tempo não passasse de uma barreira passageira...
Se as distâncias não fossem apenas vislumbres do impossível...
Se... a solidão não fosse nossa companheira...
Se... se eu te amasse para sempre...
Se os meus olhos e os teus brilhassem na noite mais escura...
Se te beijasse no dia mais belo...
Ficavas comigo?"

domingo, julho 29, 2012

O Canto da Alma


" Ele era sómente Voz...
Dia e de noite cantava para que o ouvissem... aguardava uma resposta do outro lado...
Seria o último de sua espécie?
Os anos passaram sem que nem sequer um eco conseguisse ouvir...
Mesmo assim cantava... tanto quanto podia... mesmo sendo único... a sua Voz ficaria guardada e gravada no Tempo...
Um dia... um dia nunca mais se ouviu a melodia do desejo... do encontro...
As árvores souberam e silenciaram por instantes o vento que lhes fazia soltar os lamentos... sim porque as árvores também falam...
As ervas banais da calçada temeram, mais do que nunca, serem espezinhadas... desprezadas, ignoradas...
Da janela do teu quarto o céu pareceu menos azul do que alguma vez foi...
E julgaste encontrar, perdido na tua mente, aquele pássaro cantor que um dia te fez sonhar...
Sentaste-te na tua cama e choraste... choraste sózinho... mas as tuas árvores conseguiram ouvir-te...
Segredando-te que nunca estarias só... "

terça-feira, julho 10, 2012

O Bom Samaritano


- Que seria do mundo sem imagens? Que seria do mundo sem cores? Que seria do mundo sem a imaginação?  Vale a pena exaltar as emoções humanas em todas as formas em que se manifestem! Fotografa, pinta, costura, desenha, escreve... Salva um grafitti na parede, se te aprouver.

Clamara o ancião, com a voz a tremelicar para a montanha a nascente.


O espantado aprendiz viu o sol nascer nos olhos cinzentos do idoso, sobre os quais jorrou a luz da manhã.

E a manhã fizera-se tarde e a  tarde fizera-se noite.

O jovem permanecera obedientemente sentado no chão do terraço no último andar do arranha-céus, ao lado da cadeira virada para o negro maciço de montanhas. Cismava nas palavras do mestre, não se decidindo sobre se as mesmas seriam ou não uma armadilha para a sua juventude e inocência. Quando as estrelas se começaram finalmente a acender no céu, ousou finalmente pigarrear e tomar a palavra.

- Mas mestre, como irei eu exaltar as emoções humanas se não tenho uma máquina fotográfica, tintas para pintar, papel para escrever?...

O idoso sorriu complacente.

- Acaso não tens os teus olhos para pintar a paisagem, para fotografar os mínimos detalhes do horizonte, o discernimento para acenderes palavras de beleza e assombro na tua cabeça?

O rapaz hesitou.

- Sim, mas...

O velho sorriu.

- Enquanto exaltares a beleza do mundo através de todos os teus sentidos, serás os olhos, o nariz, o palato, a pele e o som do universo.

Tudo O Que És...



" O teu Caminho pode não ser o que escolheste... mas tu não sabes...
Escondes-te na sombra da noite... algures... mas é segredo... eu sei...
És o mágico, o enigma... insustentávelmente buscas o que nem tu próprio sabes...
Talvez seja que ser assim...
E de novo aquela melodia distante chama pelo teu nome... lá longe onde o Mar abraça a Terra... lá onde é o teu lugar..."

sábado, junho 02, 2012

Renascer



" De novo sentiste o renascer... a descoberta... a certeza de coisas que sempre soubeste...
E passo a passo... fazes parte desse grupo que protege a tua Casa, o local onde te foi concedido habitar... tudo está a mudar... em ti"

terça-feira, maio 01, 2012

" Prometes?"



" Não me perguntes o que me faz escrever-te...
Talvez seja esta a única forma de Eternidade que conheço...
Talvez seja a imagem que me faz pedir-te a promessa de nunca mudares...
Eu sei... eu sei... que pode parecer impossível prometermos algo para SEMPRE...
Mas não te peço muito, só te peço para hoje dizeres que sim...
Mesmo que amanhã seja diferente...
Promete-me hoje...
promete-me hoje como se fosse para SEMPRE...
Outra coisa...
promete-me com o olhar...
os olhos não mentem nunca...
sabes disso... "

terça-feira, abril 24, 2012

As Tuas Mágicas Tardes...






"As tuas mágicas tardes foram para mim as manhãs dos sonhos meus... sabes bem isso...
É naquela luz que sempre nos recordaremos...
Prometeste... lembras?
Não, não fui eu que pedi para não esquecer... foste tu...
Eternamente, seguirei as melodias dos entardeceres, onde sómente tu habitas... sem o saberes...
Pergunto-me, porque não consegui dar-te a conhecer os poemas que te escrevi... em segredo...?
Hoje ao caminhar naquele lugar... sorri-te...
Senti o toque das tuas mãos de novo... sem me tocares...
Mas o voo dos pássaros não foi o mesmo...
Olhei o brilho da tarde nas águas... mas faltou o teu abraço..."



sexta-feira, abril 06, 2012

Carta a um Desconhecido



" Eu serei a tua alma, o teu vislumbre...
À noite relembro-te sem nunca te ter visto...
Bate nas minhas veias o pulsar do desconhecido habitante do deserto...
E nas tardes em que te sonho...
nas luzes da minha cidade...
ecoa a tua saudade...
pulsa o Mundo a teus pés, mas hoje não sentes as suas preces...
De pedra é a tua pele,
De pétalas o teu coração...
És tu que te escondes... não o teu mundo...
E rodopias no frenesim da música que se espalha no deserto imenso...
Queres esquecer quem és...
E o Mundo não pára...
...
E... se de repente...
do lado de lá...
esteja alguém semelhante à tua imagem?
Mergulharias no imenso oceano desconhecido?
Neste momento, tocas as águas das mágoas e tentas esquecer-te de ti...
Lá longe... para lá do horizonte... o imenso deserto apagou as tuas pégadas...
E a tua vida continua... "

segunda-feira, abril 02, 2012

Psico - Realidade


" Acordamos dos sonhos ou sonhamos que acordamos?
Tudo passa... igual, diferente e indiferente...
e quando damos por nós...
adormecemos de novo...
Sonhando... que acordamos...
De tão certeza temos, daquilo que entendemos por certo...
Criámos uma realidade... por certo... sonhada..."

domingo, fevereiro 12, 2012

[ Incessantemente ]





" Caminhas de novo à beira mar como em tempos... tu bem sabes...
As tuas perguntas de hoje, ecoam no passado em que, sem o saberes, respondias na perfeição... 
Cada vez mais te questionas quem és tu... ou... talvez não passe de cansaço...
Como tudo se repete... e repete... e repete... incessantemente...
Como o Mundo em que habitas está cansado dessa repetição... ou, talvez sejas sómente tu a te cansares de o ver repetir-se...
Hoje, para ti próprio, não há luar, mesmo que a Lua brilhe...
Amanhã o Sol iluminará as pedras da calçada, mas não a tua alma..."











segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Universos Paralelos

Às vezes pergunto-me porque razão não será tão simples como o acto de atravessar uma porta... Se fosse possível chegar ao fim do corredor e encontrar-me do outro lado... Sentirá esta mesma angústia o meu Eu do outro lado? Quão diferentes seremos nós na verdade? Enquanto eu passo a mão pelo queixo com a mão direita ele cofiará a barba com a mão esquerda, num reflexo perfeito daquilo que sou? Terá ele conseguido evitar todos os erros por mim cometidos? Tardará muito o dia em que finalmente acabe por surpreender o meu reflexo num gesto em falso? Será esse momento a almejada porta de entrada?

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Pórtico para Fantásmia




Não conseguiria dizer quanto tempo passara de pé, imobilizado diante do
pórtico, com a maresia a adocicar-lhe a respiração, a ouvir o som do vaivém das
ondas como um metrónomo a marcar o ritmo à grande melodia cósmica. O tempo
parecera imobilizar-se consigo. O dia transfigurara-se em noite, sem que desse
por isso. As luzes da povoação lá em baixo iluminavam espectralmente os céus.
Da ancestral igreja restavam apenas ruínas. Ruínas duma ruína, pois o pórtico
era bem mais antigo do que as paredes que se esboroavam pelo chão. Várias
religiões haviam feito daquele lugar de culto para diferentes divindades.
Sentiu a pele arrepiar-se ao pensar em todos aqueles, sangue do seu sangue, que
se teriam ao longo de incontáveis eras apresentado solenemente perante aquela venerável
arcada. Sabia que todos haviam regressado de cabeça baixa e ombros descaídos.
Gerações de candidatos que haviam falhado a passagem. Seria a suprema vergonha
ver-se obrigado a perpetuar o nome da sua família, gerando um filho que um dia
se apresentasse também diante daquele arco imemorial. Todos os outros clãs
haviam já abandonado esta terra, apenas a sua heráldica não conseguira ainda
empreender a grande travessia. Não se despedira nem do pai nem do avô, não
toleraria ver a esperança a brilhar-lhes nos olhos. Fitou as desgastadas pedras
até finalmente distinguir o reflexo da fosforescência do brilho de Fantásmia.
Só então avançou de passo firme, ficando encadeado com a luz envolvente.
Percorreu-o uma estranha sensação de calma e tranquilidade. Uma serenidade como
nunca antes sentira relaxou-lhe o corpo dos pés à cabeça. Ainda cego pelo
brilho das estrelas, ouviu uma voz sábia dizer "Bem-vindo a casa."

sábado, janeiro 21, 2012

Para Lá Do Tempo



" Ninguém te disse que iria ser fácil... dizer adeus... sabes tão bem quanto eu...
Para lá do Tempo há uma outra forma de existência, de estar, de sentir e ser...
Sabes... é-te permitido, por breves instantes, quando sonhas... entrar...
É um lugar para além de ti próprio...
É o lugar que profetas, nos primeiros Tempos da Humanidade, escreveram...
É... um som de silêncio... e Luz...
É o lugar onde dar as mãos é criar mundos e sonhos...
Um dia, prometo, te encontrarei lá... e de mãos dadas o Tempo iremos contemplar... "

domingo, dezembro 25, 2011

O Apelo Do Firmamento



" Hoje não sei como escrever, nem a quem escrever... no entanto, algo me diz para o fazer...
Por várias vezes me recordo de em criança estar em casa dos meus avós e de escutar as histórias que, em especial, o meu avô me contava... sem o saber, ele era bem especial para mim... que sensação de segurança nos dava sempre que nos ia visitar ou, de cada vez que aparecia...
Sei lá se ele me lê neste momento, mas se ler, dirá que saí a ele, ele escrevia também, secretamente, poemas...
Talvez  um dia em consiga ler no Tempo...
Talvez um dia as minhas palavras ganhem Vida e faça voltar o Tempo atrás...
Queria tanto abraçar-te, hoje e agora avô... "


terça-feira, dezembro 13, 2011

Tempo Sem Tempo



"Um vazio imenso transbordava naquela noite,
Quem lhe diria que a solidão, um dia, seria a sua companheira?
Hoje, mais que nunca, adoraria que a sua casa fosse desarrumada...
Que mãos pequenas e frenéticas sujassem as paredes...
Precisava ouvir e escutar os gritos de crianças a brincar...
Mas...
... já ninguém esperava por si...
...já não havia pressa...
...de viver...
...ou ser...
...as amarras foram libertas...
De recordações e saudade era o seu mundo feito..."

terça-feira, dezembro 06, 2011

Tudo no seu lugar

Está tudo no seu devido lugar, como sempre esteve, como sempre deveria estar.
As coisas mudam, confundindo-nos a memória.
Sei que havia uma árvore.
Sei que foi debaixo duma árvore.
Sei que era algures por aqui.
Será este tronco cortado, vestindo uma pele de musgo, tudo o que sobra dessa árvore?
Pobre marco geodésico do prazer e da dor, o que foi que te aconteceu?
Caíste por ti, derrubou-te o vento, foste serrada por algum lenhador?
Embora já só sobre um coto desta árvore, embrulhado em musgo, ela está onde sempre deveria estar.
Foi aqui?
Foi mais para ali?
Foi onde tinha de ser.

Sonho em Azul



" Quando despertaste do sonho, naquela noite... estavas tão certo...
Deverias seguir a tua alma...
Longos são os dias, longas são as noites... mas a alma não esquece...
Aprisionada a ti, seguir-te-á para sempre...
Que inquietações te atormentam quando nada há para te atormentar?
Que sinais buscas no teu passado, no teu futuro?
Aquele lugar é o teu guia, mais do que julgas ou pensas...
Conta-me a tua história que ficou por contar...
Não fales ou sequer digas nada... ou diz-me tudo...
No imenso azul índigo daquela gruta, o Tempo éramos todos nós...
E... escutei o poema que há muito me escreveste...
Mas confesso-te... tenho saudades da tua voz... "

segunda-feira, novembro 28, 2011


Estão abertas as portas entre o passado e o futuro

quinta-feira, novembro 17, 2011

Os Segredos da Vida...


"Eu caminho no silêncio, onde cada passo dado é a pergunta ao que desconheço... que voz interior me questiona...?
Porque pergunto eu ao Tempo, quanto Tempo um Caminho tem?
Passo a passo...
Dia após dia...
O Amanhã pode ser o Hoje...e de sonhos me faço existir..."

domingo, outubro 30, 2011

Final



Não me perguntes se este é o final... há muitos finais dentro do final de um único dia... e todavia os dias vão-se apenas para regressar... em todos os finais de todos os dias talvez haja lugar para um final mas não para o final...

Nas Manhãs do Meu Mundo



" De cada vez que escrevo um poema saberás que te pertence?
Julgo-me amanhecer em todos os momentos que a teu lado acordei...
As recordações que da janela da minha alma consigo vislumbrar, desvanecem-se aos poucos no Tempo que não pára...
Secretamente e em silêncio, as palavras que são ditas na minha mente, ecoam nas manhãs daquele lugar distante que só tu conheces...
Talvez um poema seja isso mesmo, uma melodia que só exista no meu mundo... porque todos temos um mundo... e então, quem sabe... só escutando as melodias que  nas manhãs ecoam... saberás que o poema que escrevo... é teu..."

segunda-feira, outubro 10, 2011

Aquele instante em que o Tempo pára...




" Hoje é o dia em que podes não querer voltar...
Hoje é o dia em que desejas que a tua alma se desprenda do teu corpo...
Hoje é o dia em que desejavas partir...
Hoje... é o dia... em que deixaste de acreditar nas palavras...

No lado de lá do Tempo, o teu Hoje pode bem ser o teu Amanhã, assim como o Amanhã bem pode ter sido o teu Hoje...

O que interessa é que o Hoje de Hoje seja o único momento, deste teu Tempo... e Hoje podes não querer voltar... "

segunda-feira, setembro 26, 2011

Está Escrito...


" Está escrito, além, na linha do horizonte... o meu, o teu e o nosso Caminho..."

segunda-feira, setembro 12, 2011

O sonho do pilar da ponte ao luar



"Lembras-te deste lugar no princípio do mundo?" Perguntou pretensiosamente o luar ao pilar da ponte.


"Sonho muitas vezes com este lugar quando as horas eram jovens ainda..." Respondeu o pilar da ponte. "As águas eram poderosas e volumosas, o seu fluxo era tão irresistível, que nenhuma ponte poderia jamais ligar os dois lados do Tempo."


"Mas quando sonhas tu?" Admirou-se o luar.


"Sonho sempre que tu te questionas acerca da memória do mundo." Retorquiu o pilar da ponte.

segunda-feira, agosto 29, 2011

Um Dia... atrás no Tempo...



" Naquele dia em que os teus sonhos se tornaram realidade...
Ou que julgaste que isso aconteceu...
Nesse mesmo dia, nesse preciso momento, atrás no Tempo, um profeta escrevia um poema...
E tu eras, sem o saber, o seu herói...
Um dia... atrás no Tempo... recordas o luar em tons de azul e as palavras do profeta...
O profeta sempre tinhas sido tu mesmo... descobriste mais tarde...
E a tua mente, a tua própria mente, era a tua máquina do Tempo... "

segunda-feira, agosto 22, 2011

Até Sempre...


"O que fica de nós?
O que fica das conversas ao entardecer, dos sorrisos e da partilha do Tempo em Tempos?
Não rebusco palavras caras e intelectualizantes, para encarecer os meus sentimentos mais profundos, isso nunca foi preciso e nem nunca será preciso... é nos actos mais puros e humanos que me conheço, é nas palavras mais simples e que todos entendem que se esconde o verdadeiro significado de tudo quanto, bem lá no fundo, quero partilhar.
Quem sabe se um dia conseguiremos ler a mente dos outros, sem ser necessário tentar adivinhar os pensamentos de outrém... sem errar, sem nos sentirmos enganados... e descobrir quanto certo estávamos ou quanto certo não estávamos...
Quanto se poderia ter feito... quanto se poderia ter partilhado e teimosamente não se partilhou... e tudo á distância de uma palavra... de um gesto, de um simples abraço e, quem sabe... de um simples olhar...
Nunca nada seria demais, tudo foi sempre pouco...
O que fica de nós?
Talvez... até sempre... seja a frase mais simples que nos unirá a uma eternidade e da qual patilharemos sempre algo...
Até Sempre pai!"

terça-feira, agosto 02, 2011

Assim na Terra como no Céu...



" No vazio do silêncio dás as tuas mãos...  mas a verdadeira fé é-te desconhecida...
Não adianta perguntar ao Tempo de que lado existes...
Somos como duas vozes que chamam, sem nunca se encontrarem...
Talvez tenha de ser assim...

Nas imagens que o Tempo guarda, os reflexos do entardecer desvanecem-se na memória... "

domingo, julho 17, 2011

[ O Amanhã... ]



" Procuras as razões de tudo, quando pura e simplesmente tentas agarrar a tua própria existência...
Não, não encontras as respostas no passado, nem no Tempo que hoje habitas...
Sou eu e tu que o dizes...
O Amanhã é sempre melhor... lembras?
É nele que estão as tuas e as minhas respostas...
Falarei comigo ao anoitecer, sem saber que nas minhas próprias palavras me escondo...
Na madrugada, aguardo o teu amanhã... "

sábado, julho 02, 2011

A Parte E O Todo



" É em cada palavra que se esconde o teu e o meu segredo...
É na melodia incessante das marés que escuto a tua voz...
Mergulhas na imensidão da Luz... és O Tudo e és O Nada...
És a ligação a um Lugar distante em que escuto os teus passos...
Sempre te reconheci, sempre me reconheceste... porque Tu e Eu somos o mesmo...
Na Espiral do Tempo habitamos...
Só o amor importa, escreveram sábios...
Caminhemos, ontem, hoje e amanhã...
Somos o princípio e o fim... "

segunda-feira, junho 20, 2011

Labirinto




" Perco-me, encontro-me... voltando-me a perder...

Relembro-me, olho-me... sem me reconhecer...

De mãos dadas finjo-me feliz... de pura ilusão me encanto... "

quarta-feira, junho 15, 2011

Raízes

como um sonho tingido de eternidade

algo ecoa do fundo do tempo,

raízes de árvores improváveis

entoam muda melodia,

o vento dança-lhes nas folhas

esquecidas displicentemente nas ramagens

como anéis nos dedos da primavera






sabes para onde segue a sua canção?





para além da terra,

para além do mar,

para além do céu

domingo, maio 22, 2011

[ As tardes Mágicas... ]

"Aquele foi o momento de alguma revelação que eu até hoje não consegui decifrar, no entanto, naquela tarde, algo estava a acontecer-me, e eu, ao mesmo Tempo que me sentia maravilhado com aquele brilho, deslumbrado com todas aquelas árvores, senti, de algum modo, fazer parte de tudo aquilo, o buliço da cidade deixou de se ouvir. Mergulhado que estava na imensidão de uma outra dimensão, era como se viajasse num outro planeta, numa outra Era, num outro lugar, mas onde tudo me parecia muito familiar.
Eu não senti os passos que dei, eu transformei-me no voar dos pássaros, no brilho das imensas árvores e eu era aquela Luz que, ao mesmo Tempo, me deixava embriagado sentindo que o futuro me aguardava vários momentos onde, a cada passo, tudo faria mais sentido."

quarta-feira, março 30, 2011

O homem da candeia


O homem que segura a candeia é o responsável por levantar o véu a todo um repertório de horrores e milagres que se escondem na escuridão. Nem todos têm aquilo que é necessário para levantar bem alto a candeia... muitos não estão preparados para encontrar aquilo que se esconde nas trevas. É por isso que cabe ao homem da candeia de cada geração encontrar um substituto e treiná-lo convenientemente. São imprevisíveis as consequências que poderia haver para o mundo se uma das gerações futuras fosse privada do seu próprio homem da candeia...

sábado, março 26, 2011

Viajante do Tempo


" Tu és e eu Sou...
O Sol e a Lua...
O Passado, o Presente e o Futuro...
O que está em Cima e o que está em Baixo...
A primeira, a segunda, a terceira, a quarta e a quinta dimensão...
Somos um Enigma sem solução na espiral do Tempo...
Somos o cântico ao cair da tarde, a prece ao amanhecer...
Prometi-te o a luz do dia e o silêncio da noite...
Abracei-te e tu abraçaste-me...
A côr índigo da tarde... Tu és ... e eu Sou... "

segunda-feira, março 21, 2011

Hoje como Ontem...

" - Imagina um Mundo em que existe, algures, uma memória de tudo quanto existiu, existe e existirá...
- Mas isso existe mesmo mãe? - Perguntou o menino à sua mãe, segurando-a pela mão.
- Isso só não existe como isso é real, nunca te esqueças disso.
Hoje, já velho, relembra a caminho de casa as palavras que a sua jovem mãe um dia lhe disse naquele pôr-do-sol. E sim, é verdade o que ela um dia lhe contou, conseguiu finalmente entender isso após tantos anos, aquela mensagem tinha muito mais do que lhe parecia na altura, tão simples e tão enigmática... nunca mais a esqueceu.
Não entendia porque se lembrava, em especial nesta altura, dos momentos em que era criança. Ao mesmo tempo pareceu-lhe não estar só. Talvez fosse uma necessidade dele mesmo, mas algo dentro da sua cabeça lhe dizia que não estava sózinho. De facto sózinho não estava, mas havia algumas coisas que ainda não entendia, apesar de tantos ensinamentos, de tantos percursos ultrapassados, de tanta coisa aprendida, havia algo que lhe escapava.
Os seus pensamentos iam agora para o momento em que os seus amigos e ele próprio se tinham preparado ao longo de tantos anos. Estaria ele preparado?"

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

[O Indivisível]


" Sentámo-nos à beira do rio numa pequena enseada que dava para uma pequena ilha.
Ao mesmo tempo que fiquei petrificado e tenso com tudo o que me foi dito, senti uma grande comunhão com tudo o que via, as árvores, as águas que corriam, a brisa que soprava e... além não eram sómente as aves que rasgavam os céus, era eu também que as acompanhava...
O ancião que me tinha acompanhado olhava fixamente o céu sorrindo. Acompanhei o olhar dele na tentativa de saber o que o fazia sorrir. Embora não soubesse o que era, não deixei de me sentir estranhamente em casa à medida que olhava maravilhado o imenso azul.
- Foi de lá que viémos, e de lá um dia retornaremos... somos filhos das estrelas... lembra-te disso sempre, esta é a primeira lição. - Olhou-me e sorriu novamente.
- Vês além onde o rio corre entre as pedras? Imagina cada gota deste rio uma estrela naquele Universo além... - disse apontando para o céu - e imagina-te tu o seu guardião... não o seu dono, mas sim o protector deste pedaço de existência, deste pequeno Universo.
Olhei-o fixamente sem saber muito bem o que dizer, era imenso o número de estrelas de que ele falava, infinito talvez, só de pensar nisso ficava meio perdido, no entanto ele continuava a sorrir desconcertando-me um pouco.
- Não te assustes, - respondeu como se adivinhasse os meus pensamentos - no entanto tens de ter presente que se fores tu isto tudo, se fores tu também parte disto tudo, será muito mais fácil guiares-te a ti como a todos os outros no Caminho, porque a Parte será o Todo e, o Todo será a Parte. "

sábado, janeiro 15, 2011

A Fronteira


" Erguem-se ao longe formas angulares cujos cumes temem a voz dos deuses... "

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Uma Epidemia de Eclipses


Os eclipses multiplicam-se todos os dias, transmitem-se por via aeróbia e intravenosa, ninguém está a salvo. O Governo accionou o plano de emergência nacional, declarando o estado de catástrofe em todo o país. As forças armadas circulam pelas ruas, foi imposto o recolher obrigatório. As ordens são disparar primeiro e perguntar depois. Ainda ontem Polícia prendeu mais meia centena de energúmenos que se atreveram negligentemente a piscar os olhos. Estás a perceber, ou tenho que te fazer um desenho? Tem lá cuidadinho quando fechares os olhos.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Sagração


Um poema são palavras suspensas entre dois tempos... o tempo daquele que escreveu e o tempo daquele que lê.
Quantos mundos caberão no espaço deixado vago entre o meu gesto de escrever e o teu acto de ler?

terça-feira, dezembro 21, 2010

Um Tempo Sem Tempo


" Somos a eternidade sonhada... algures num Tempo que não tem Tempo... algures num poema escrito ou imaginado...
O Tempo nos poemas não existe, não possui os sons do hoje e nem do amanhã... nele pulsa uma espécie de suspensão intemporal... onde cada um, quando quer, o agarra e com ele se suspende na eternidade dos segundos que, secretamente, sonha...
Um poema não é mais, por isso mesmo, que um Tempo sem Tempo... "

segunda-feira, dezembro 13, 2010

A Janela Vermelha


Abaixo da lua e acima do homens, a janela vermelha escondia as suas histórias. Quantas vidas não se esconderam para além das suas cortinas? Gerações de homens e mulheres que discutiram, amaram e se enterneceram com o sorriso duma criança... criança que cresceu e também ela discutiu, amou e se enterneceu com o sorriso duma criança.

quinta-feira, dezembro 02, 2010

[ Para além de ti... ]

" Naquele momento não se ouviam os gritos nem os lamentos da guerra... só estavas tu e aquela outra silhueta mais além, que olhava, nesta noite, para a imensa Lua. Era como se, de alguma forma, aquela imensa luz te enviasse algum tipo de proteção invísivel...Naquele mesmo instante, muito longe dali, alguém olhava também a Lua e rezava para que a paz regressasse...
Quantas vezes olhamos na mesma direcção sem que saibamos que mais além alguém olha connosco exactamente para o mesmo lugar? "

sexta-feira, novembro 12, 2010

Prova de vida



Contava e recontava a mim próprio pequenos episódios desgarrados da minha vida.
Monologava na carícia invisível do sangue que me corria dentro das veias,
na certeza do ritmo regular e eficiente do coração que me latejava no peito,
na cega convicção de que indubitavelmente os meus olhos existiam e viam
e de que não poderia subsistir dúvida razoável de que eu ainda estava vivo.
Não me cabia na cabeça que eu fosse o fardo do pensamento duma amante perdida
ou o resquício duma saudade que jazia inerte à mercê da noite e das marés.

domingo, novembro 07, 2010

Viagem À Volta do Tempo...


" Guardas na memória dos Tempos aquele dia em que falaste junto à janela dos sonhos...
Já não moras naquele lugar que em menino juraste voltar...
Do alto da montanha escutas os sons de uma Era que um dia habitaste...
E perguntas ao Tempo onde é hoje o teu lugar...
Nos teus braços seguras os teus sonhos, na tua mente recordas as histórias dos teus avós e no teu coração moram as melodias que em criança te fizeram voar até ao limite do firmamento...
Menino sonhador... que à volta do Tempo viajas e seguras as memórias minhas e tuas... "

sábado, outubro 09, 2010

[ Caminhos Esquecidos ]

" As estradas e caminhos onde me encontrei, não pertencem a este Tempo... nem tão pouco os rostos que me sorriram...jamais existirão...
As histórias que me foram contadas pertencem a outro passado, àquele Tempo em que tudo era eterno, quente e luminoso...
O Tempo do sonho todos o tivémos, e, algures, perdura na ténue linha intemporal do passado, presente e futuro... sem ser nem de um, nem de outro...
Ao mesmo Tempo que sou eu, ao mesmo Tempo não sou eu... desligo-me e volto a ligar-me à realidade do passado e do presente...
Não esqueço as marcas que as pedras do caminho para a escola, quando era criança, me davam a conhecer, nem tão pouco esqueço o meu destino nelas escrito e bem gravado...
Naquele lugar onde um dia me sentei na areia, talvez a meu lado ainda estejas tu num outro futuro... num outro presente...
E nessa praia branca eu tentava adivinhar o meu caminho no voo das aves...
E, ao mesmo Tempo, eras tu que o escrevias no teu caderno, sem saber, o teu próprio destino...
«Quem parte, pode nunca voltar um dia... » escreveste tu naquela tarde no teu poema..."

quinta-feira, outubro 07, 2010

Em Busca de um Destino


" A tua imagem está além no horizonte desconhecido...
Somos Luz e Sombra... lembrança e sonho...
É o teu espírito que flui além naquelas águas esfumadas de azul...
E perguntas ao Tempo se existes algures...
De que côr é a tua alma?
Que recordações de menino guardas à noite?
Que caminhos um Homem tem de percorrer em busca da felicidade?
Talvez a resposta esteja algures nas imagens que guardas de dia e revês ao anoitecer...
Tantas perguntas meu amigo... sem resposta... sem rosto...
As respostas podem estar no olhar de alguém, talvez esse seja o esconderijo perfeito para os teus e meus segredos...
E continuo a escutar o vento... em busca das respostas às preces de uma Humanidade que se desconhece a si mesmo...
Um abraço meu amigo... até sempre..."

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