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segunda-feira, janeiro 08, 2007

Um porto que me abrigue


A minha sina é vogar
de lugar em lugar,
A minha nau
não é feita de pau,
É feita de histórias
que me abarrotam a memória,
Ocupam todo o espaço
e não me deixam ver o que faço,
E por mais que me afadigue
não encontro porto que me abrigue,
A minha armada não é invencível
embora a demanda seja imperecível...
Recorda-te de mim quando enfim
naufragares também tu neste mar sem fim.

4 comentários:

Passageiro do Tempo disse...

Muito bem escrito esse teu texto poético!
Fez-me lembrar uma música já com alguns anos...
Um dia todos mergulharemos nesse mar infinito... onde cada um leva a sua estória... as memórias, o Tempo as guardará para sempre...

Grande abraço!

ACENDALMA disse...

Excelente texto para não menos excelente foto…
É a demanda em busca do porto de abrigo que alimenta a esperança. Se esse se encontra corre-se o risco de esta se perder!

Talvez

António Gil disse...

Que prosa poética tão bela...um texto fascinante,que nos interpela para as grandes questões existenciais...grande abraço...

Sandra Marques disse...

Conheço bem o sentido destas palavras ... também procuro uma rota que me leve a um porto de abrigo.
Beijinhos!

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